Você deve ler Marcello Quintanilha e tomar um bom café!

Você deve ler Marcello Quintanilha e tomar um bom café!

 

Olha, o café fica por minha conta, mas ler o que o Marcello Quintanilha escreve é quase uma obrigação para quem gosta de Quadrinhos.

Nos seus trabalhos, Quintanilha nos presenteia com desenhos lindos, quadros cinematográficos, uma narrativa frenética e geralmente textos com uma linguagem coloquial. Características bem difundidas entre suas HQ´s.

Quintanilha tem muitos trabalhos publicados aqui no Brasil e no exterior, mas os mais fáceis de encontrar são:

Almas Públicas e Sábado dos meus Amores, que saíram pela Conrad,

Tungstênio (Premiado no FIQA na França), Talco de Vidro e Hinário Nacional, publicados pela Editora veneta.

Aqui no HQueijo fizemos uma entrevista com ele em 2016, e olha que previmos um grande acontecimento, a realização de um filme baseado em alguma de suas obras, porém por algum motivo contratual (assim eu acho) ele não pode confirmar, esquivou-se muito bem o jovem, hehehe. Leia a entrevista aqui:

Entrevista Exclusiva: Marcello Quintanilha

Ah, e o filme em produção será sobre a HQ Tungstênio, espero que saia logo!

Hoje eu vou deixar uma pitada do que eu reli por último do Quintanilha.

Segue daí que eu vou daqui!

Hinário nacional

128 Páginas, capa dura, 2016, Editora Veneta.

O físico:

A construção editorial do livro é fantástica, o seu tamanho me deu uma sensação de carregar um livro bem pequeno, menor mesmo que a sua construção final. Suas páginas amarelas chamam a atenção para o preto, mas a indiferença emocional do papel branco nesse caso não o faz. Até o peso do livro me fez sentir uma conexão com o que eu estava lendo, tudo de forma suave e leve para que eu pudesse suportar o que nele estava impresso.

O conteúdo:

Um livro triste? Bom, sei que é um livro que merece ser lido mesmo se estivermos na famosa deprê. Ele nos traz visões de um mundo que só é habitado por aqueles que o criam ou que são jogados lá, um mundo de conflitos psicológicos, de traumas, que agonizam e permeiam o dia a dia quem não consegue se livrar das dores e que nós, quase em uma totalidade, não enxergamos que fazemos parte.

Muitas vezes só nos falta olhar, mas nós não olhamos e esse livro nos mostra isso.

Todos os contos me pegaram de alguma forma, em muitos momentos eu assimilei o que estava ocorrendo na história como se fosse comigo e em outros momentos me senti culpado com o resultado do que havia acontecido.

Por mais dolorido que sejam, os minicontos de Hinário Nacional me fizeram ter um misto de sensações e sentimentos que são indescritíveis. É muito bom refletir e discutir sobre o que é lido em Hinário, essa obra me renovou.

O criador:

Para os que pensam que Marcello Quintanilha conta suas histórias como alegorias, de formas subliminares, se enganam. Ele é direto e, na maioria das vezes, a ferida fica exposta por muito tempo em nossos pensamentos após a leitura de suas HQ´s.

Criticar é essencial, faz parte da vida, da filosofia, da ciência, contrapões definições e revela novos conceitos sobre o que tínhamos como definitivo ou desconhecido. Quintanilha nos faz pensar, usa críticas para nos fazer ver o que quase sempre esteve ou está ao nosso lado. Em alguns dos pontos que mais se destacam, Marcello nos mostra o Brasil e nossa sociedade a nós, nossos amigos, vizinhos… o brasileiro comum como indivíduo e como resultado de nossas filosofias sociais. Tudo condensado nas páginas vivas que ele cria para todos nós.

 

Em sua página do Facebook, Marcello Quintanilha faz post´s sobre seus trabalhos e suas andanças pela Europa, onde reside atualmente. Acompanhe para mais novidades:

https://www.facebook.com/profile.php?id=100006115309280&fref=ts

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Obrigado e volte sempre.

 

 

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